Antonia Gabriela Pereira de Araujo

Antonia Gabriela Pereira de Araujo

Mark Claster Mamolen Dissertation Workshop Alumna 2020
Antonia Pereira
A pesquisa intitulada “Corpos raçudos. “Corpos femininos negros” e a produção de músculos entre boxeadoras no Rio de Janeiro, Brasil ”  tem como principais interesses focalizar os modos como as mulheres afro-brasileiras usam o boxe para fazer vivo os seus corpos e reivindicar justiça racial e econômica, revelando experiências compartilhadas de raça e gênero na diáspora africana. Esta pesquisa se realizou nos ginásios de boxe localizados no bairro de Nova Holanda, no Complexo da Maré, Bonsucesso, no Complexo do Alemão, e no Méier no estado do Rio de Janeiro. Esses ginásios têm como principais frequentadoras jovens e mulheres negras que  (re) significam experiências que são vividas e praticadas nas salas de boxe, nos campeonatos e nas ruas. Sendo descritas localmente como “raçudas” ou na expressão de alguns treinadores, “duronas” e/ou “brutonas”, as boxeadoras dão formas aos seus corpos na relação com diferentes coisas, pessoas, substâncias e objetos na prática. Tomando como referência o meu trabalho etnográfico de 18 meses no Rio de Janeiro (Brasil), enfatizo na minha pesquisa as experiencias vividas e as fisicalidades que fazem corpos raçudos e me concentro nas jovens e mulheres negras boxeadoras como produtoras dos seus corpos e dos seus sentidos de existência, estando esses sentidos em oposição a maneira como o mundo constitui seus corpos dentro de um sistema de poder que os estereotipa.